Aprendendo o Procedimento para Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes

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Aprendendo o Procedimento para Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes

A novela O Outro Lado do Paraíso trouxe um tema controverso, mas de grande importância para o presente: abuso sexual de crianças e adolescentes. A ficção é apenas um reflexo do que está acontecendo no Brasil. De acordo com o Dial 100, o número de relatórios de violações dos direitos humanos pela população, mais de 15.000 casos foram calculados em 2016.

O termo “violência sexual” significa que quando o adulto causa ou obriga crianças ou menores a se engajarem em práticas sexuais. Normalmente com ameaças, forças físicas ou algum tipo de sedução. Este cenário pode ocorrer tanto dentro da família – com pais, avós, tios e padrastros -, bem como durante as horas escolares ou com as atividades da criança.

A violência sexual é motivada por numerosas circunstâncias: desigualdade social, pobreza, exclusão, questões étnicas, raça, gênero e até falta de educação sobre os direitos das crianças e adolescentes.

Exploração sexual

Além da violência sexual, há também exploração sexual, que muitas vezes é relacionada a redes criminosas. Nesse caso, os adultos criam uma relação comercial em que o sexo é a moeda cambial para favores, dinheiro ou presentes.

Atenção ao Sinal

A criança ou juvenil que sofre de violência sexual não tem o hábito de denunciar a agressão ou intimidação sofrida, pois geralmente são chantageados pelo atacante. Para descobrir se seu filho ou conhecedor está passando por esta situação, você deve estar ciente dos sinais que eles fornecem:

Mudanças comportamentais : introspecção, mudanças de humor, agressão, pânico, ansiedade exagerada, comportamento infantil súbito, má concentração, distúrbios do sono, descuido. Observe também se essa alteração comportamental ocorre em relação a outra pessoa ou situação à qual a criança está exposta.

Relacionamentos com membros da família: O maltratador infantil geralmente está mais perto do que você pensa, principalmente na família. Isso ajuda a manipular a criança, para não dizer nada.

Silêncio: Para manter a criança ou jovem em silêncio, os perpetradores dão presentes, dinheiro ou pedidos para criar um bom relacionamento com a vítima. Portanto, configure seu filho para não guardar nada secreto e construir um diálogo de amor e confiança com ele.

Comportamentos sexuais: Muitas crianças que foram abusadas começaram a se interessar por assuntos sexuais, jogos e projetos sobre o assunto. Fique de olho nisso.

Traços físicos: As crianças maltratadas também podem apresentar sinais de danos corporais – hematomas, arranhões, púrpura – bem como doenças venéreas e gravidez. Além de doenças com antecedentes emocionais, como erupções cutâneas, dor digestiva, dor de cabeça, vômitos, etc.

Educação: Esteja ciente de se a criança perdeu o interesse na escola, tem dificuldade em concentrar ou aprender o conteúdo, decide isolar ou as atividades propostas pelos professores não realizado.

Denuncie

Não importa se você tem suspeita ou confirmação de violações dos direitos humanos das crianças e adolescentes (abuso ou exploração), é importante denunciar. O ideal é entrar em contato com agências que enviam e fornecem o acompanhamento necessário para cada situação relatada:

Disque Direitos Humanos – ligue 100: O número funciona em todo o Brasil, todos os dias da semana e a ligação é gratuita. Seu relatório pode ser anônimo. Dentro de 24 horas, suas informações serão encaminhadas para as autoridades competentes.

Delegacias de Polícia Especializada – Todas as comunidades têm estações de polícia especiais por violações da lei por crianças e adolescentes. Para descobrir qual unidade está mais próxima de você, baixe a aplicação Proteja Brasil.

Delegacias – Se não houver uma estação de polícia especializada em sua comunidade, procure uma unidade comum e reclame.

Conselho Tutelar – No portal da Secretaria de Direitos Humanos é possível encontrar uma unidade em sua cidade.

CREAS / CRAS: Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) ou Centro de Referência Especial para Assistência Social (CREAS). Ambas as agências cuidam de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. Encontre uma unidade em sua área no site do Ministério do Desenvolvimento Social.

Procuradoria: O Escritório oferece um Centro de Apoio Operacional (CAO) que garante os direitos das crianças e adolescentes.

Polícia Rodoviaria federal: Número 191 a qualquer momento e em qualquer dia da semana. Este número destina-se a denunciar violência e exploração sexual de crianças e adolescentes em rodovias federais.

Polícia militar: Se a queixa é uma emergência, ligue para 190. O serviço é de 24 horas, todos os dias da semana. A chamada é gratuita.

Crime na Internet

Safernet: O site aceita denúncias contra direitos humanos na internet. Entre eles, o tráfico de seres humanos e a pornografia infantil.

Proteger o Brasil: A proposta investe em denúncias de violência contra crianças e adolescentes e também fornece dados de instituições que garantem os direitos das vítimas: estações de polícia, conselhos de guarda e outras instalações

123 Alô!: Este site destina-se a crianças e adolescentes que precisam falar confidencialmente sobre tópicos íntimos e sensíveis. Este serviço funciona por telefone (0800 0 123 123) ou conversa no portal. Ligue apenas durante a semana e durante o horário comercial.

Acolhimento

Reconhecer e lidar com o problema nem sempre é fácil, mas é extremamente importante, porque só então será possível mitigar o trauma moral, social, emocional e físico da vítima causado pelo agressor. Se o cuidado for estendido para a família, procure ajuda do Centro Nacional de Referência CNRVV para Vítimas de Violência do Instituto Sedes Sapientiae. O centro, localizado na cidade de São Paulo, trabalha multidisciplinar e sem fins lucrativos: (11) 3866-2730

Quer entender mais? Dê uma olhada nesta entrevista com a psicóloga Rebeca Stina:

Você achou o assunto importante? Distribua o máximo que puder para evitar que as crianças sofram tal violência!

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